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Processos financeiros desorganizados impedem acesso a incentivos fiscais

Publicada em 11 de março de 2026

Com a taxa Selic a 15% ao ano, o maior nível em quase duas décadas, médias empresas enfrentam um duplo desafio: crédito mais caro e menor apetite de investidores por ações de risco. Nesse cenário, ações internas de eficiência financeira ganham relevância estratégica. Mas processos financeiros desorganizados, regimes tributários escolhidos anos atrás sem revisão posterior e incentivos fiscais legítimos que não são identificados por falta de documentação adequada fazem a empresa pagar mais do que deveria.

“Quando a taxa de juros está nesse patamar, cada real que a empresa consegue economizar internamente vale dobrado. Não é só uma questão de redução de custos, mas de identificar oportunidades que já existem e que estão sendo desperdiçadas por falta de organização”, afirma Fernando Trota, CEO da Triven, consultoria que apoia PMEs e startups na tomada de decisões.

 

Boas práticas para preservar caixa

Segundo Trota, algumas medidas podem fazer diferença significativa no fluxo de caixa das médias empresas, especialmente em contextos de juros elevados.

Muitas companhias ainda concentram atividades financeiras em planilhas dispersas entre diferentes setores e colaboradores, sem integração ou visão consolidada. Essa fragmentação gera retrabalho, aumenta riscos operacionais e impede que a empresa identifique oportunidades de ganho de eficiência.

“Processos desorganizados não são só uma questão de produtividade. Eles impedem que a empresa enxergue onde está perdendo dinheiro ou deixando de ganhar”, explica Trota.

A escolha entre lucro real e lucro presumido pode representar milhares de reais de diferença na carga tributária anual. No entanto, muitas empresas permanecem no mesmo regime por anos, sem reavaliar se ele ainda faz sentido para o porte e o modelo de negócio atuais.

“Empresários perdem dinheiro por não terem clareza dos dados na hora de escolher o regime de tributação. Às vezes, a empresa cresceu, mudou de perfil, mas continua no regime que fazia sentido três anos atrás”, comenta Trota.

A Lei do Bem, por exemplo, permite deduções fiscais para empresas que investem em pesquisa, desenvolvimento e inovação tecnológica. Mas muitas companhias não sabem que se enquadram ou não têm estrutura para documentar e reivindicar esses benefícios.

“Existem incentivos legítimos previstos em lei que as empresas têm direito, mas não acessam. Não é questão de planejamento agressivo ou teses arriscadas. É aproveitar o que a legislação já oferece”, destaca.

Fonte: Contábeis

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